empregoO setor de serviços encerrou o mês de janeiro com saldo positivo na geração de empregos tanto na capital maranhense quanto no estado como um todo. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados no dia 2 de março, o segmento foi responsável pela criação de 916 novos postos de trabalho com carteira assinada em São Luís e saldo de 802 novas vagas no Maranhão no primeiro mês do ano. Por outro lado, o comércio demitiu mais do que contratou no mês e, por isso, encerrou com saldo negativo de -395 vagas na capital e -555 postos de trabalho no estado.

Segundo a análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), esse é um movimento natural para o comércio em todo começo de ano em função da queda da demanda por consumo em relação aos meses antecedentes. “Em outubro, novembro e dezembro, tem-se um aumento expressivo nas vendas e, com isso, o comércio promove contratações para suprir a necessidade. Com o fim do pico de consumo no mês de janeiro, naturalmente as empresas precisam readequar os custos com mão de obra excedente, realizando as demissões”, avalia o presidente da Fecomércio-MA, José Arteiro da Silva.

Já em relação ao segmento de serviços, a Federação do Comércio analisa que os subsetores responsáveis pela criação dos empregos nesse ramo foram, principalmente, os de Comércio e Administração de Imóveis, Valores Mobiliários, Serviços Técnicos, com saldo de +578 vagas em São Luís e +475 vagas no Maranhão; Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários, com saldo de +283 vagas em São Luís e +363 vagas no Maranhão; Instituições de Ensino, com saldo de +136 vagas na capital e +89 vagas no estado; Serviços de Alojamento e Alimentação, com saldo de +103 vagas na capital e +43 vagas no estado.

O destaque negativo no segmento de serviços, apresentando mais demissões do que contratações no período, ficou por conta do subsetor de Transportes e Comunicação, com saldo negativo de -181 vagas em São Luís e -171 vagas no Maranhão. “O setor de serviços foi o segmento que, destacadamente, mais empregou em janeiro no Maranhão, com esse saldo de 802 vagas criadas. Somente outros dois setores da economia seguiram a tendência de crescimento, que foram a Agropecuária (+113 vagas) e o Extrativismo Mineral (+17 vagas), o que fez com que o estado tivesse um janeiro com saldo negativo de -586 postos de trabalho”, explica o presidente da Fecomércio-MA.

Expectativas

Apesar da retração no emprego, a Federação do Comércio do Maranhão aponta que a economia do estado vem passado por um momento bastante favorável, especialmente o comércio, que tem conseguido reaquecer as vendas após um longo período de recessão. De acordo com a Fecomércio-MA, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) indicou que o comércio maranhense encerrou o ano de 2017 com um crescimento acumulado do volume de vendas de +4,5% em relação ao ano de 2016 para o varejo restrito e de 7,7% para o varejo ampliado, que engloba os setores de materiais de construções e automóveis.

Os números apontaram para um crescimento acima da média nacional que foi de 2,0% e 4,0%, respectivamente, e colocou o Maranhão como o 10º estado com melhor desempenho acumulado em 2017 para o varejo restrito e o 6º para o varejo ampliado entre todos os demais 27 estados brasileiros. “Os estudos realizados pela Fecomércio-MA para medir o potencial de consumo dos maranhenses, a exemplo do índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), tem apontado para um cenário de otimismo dos consumidores, motivado, principalmente, pelas perspectivas mais favoráveis do emprego. Mesmo com esse resultado negativo do Caged para o comércio em janeiro, acreditamos que é uma queda momentânea e que esse mercado de trabalho já deverá retomar a curva ascendente a partir do mês de março”, conclui o presidente da Fecomércio-MA, José Arteiro da Silva.

 

Fonte: CNC

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