cnc previsao 2018Dados divulgados pelo IBGE, na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), mostram que o faturamento real dos dez segmentos que compõem o chamado comércio varejista ampliado - que engloba as vendas do comércio automotivo e das lojas de materiais de construção - apresentou queda de 1,5% em setembro, na comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais. Foi o mês mais fraco do varejo desde maio, quando as vendas desabaram 4,9% em decorrência da greve dos caminhoneiros.

Mas, apesar da desaceleração no ritmo das vendas, o varejo caminha para o segundo ano de expansão no seu faturamento real, aponta a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade considera que o ritmo de crescimento até o fim do ano certamente será menor do que o da primeira metade de 2018, quando foi registrada alta de +5,4%. Ainda assim, projeta que as vendas vão crescer a um ritmo de 2,4% em relação à segunda metade de 2017. E, para o ano de 2018, mantém sua expectativa de variação do volume de vendas para o varejo ampliado em +4,5%. Para 2019, a projeção é de aumento de 5,2%. No ano passado, as vendas avançaram +4,0% em relação ao ano anterior.

Saques do PIS/Pasep elevaram base comparativa

“As vendas do varejo haviam subido 4,2% em agosto, por conta do início dos saques nas contas do PIS/Pasep, impondo uma base mais elevada de comparação no mês de setembro. Considerando o ritmo de crescimento das vendas do varejo até julho, pode-se quantificar em R$ 10,1 bilhões o efeito PIS/Pasep no comércio, no bimestre agosto/setembro, cifra próxima dos R$ 10,3 bilhões previstos pela CNC antes do início do programa de saques”, explica Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação.

De acordo com Bentes, além da dificuldade de sustentar o ritmo de avanço das vendas, a inflação - que havia variado -0,1% em agosto - mostrou aceleração no mês seguinte (+0,5%), de acordo com o IPCA. Assim, dos dez segmentos que compõem o varejo brasileiro, oito colheram taxas negativas no nono mês do ano, destacando-se os ramos de combustíveis e lubrificantes (-2,0%) e as lojas de materiais de construção (-1,7%). 

Fonte: CNC

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