Crescimento do PIBDe acordo com dados das Contas Nacionais divulgados no dia 30 de novembro pelo IBGE, a economia brasileira avançou 0,8% no terceiro trimestre, em comparação ao segundo trimestre de 2018, já descontados os efeitos sazonais. O crescimento é o maior para um terceiro trimestre desde 2012 (+2,0%) e o mais elevado para um período de três meses desde o primeiro trimestre de 2017 (+1,1%). Com o avanço, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou de +1,3% para +1,4% sua expectativa em relação ao crescimento da economia em 2018 e projeta alta de 2,7% no PIB de 2019.

Para o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, apesar do avanço do PIB pelo sétimo trimestre consecutivo, ainda não é possível assegurar uma recuperação econômica, pois a base de comparação dos trimestres anteriores é fraca, especialmente de abril a junho, em que a economia foi impactada pela greve dos caminhoneiros. “A despeito da construção de uma agenda liberal para a economia no próximo ano, ainda é cedo para se afirmar que o aumento da confiança no setor produtivo, fortemente apoiado nas expectativas em relação ao próximo governo, já esteja se materializando”, explica Bentes.

Avanço puxado pelo emprego

A melhora no nível de atividade econômica no terceiro trimestre foi antecipada pela melhora do emprego. O saldo positivo de postos de trabalho, de julho a setembro, foi de 308 mil vagas, segundo o Caged, o maior para esse período desde 2014 (+328 mil).

Pela ótica da produção, os grandes destaques do trimestre foram os serviços de transportes (+2,6%) e o comércio (+1,2%) que contaram com o incremento de R$ 10,1 bilhões em receitas por conta do consumo que veio com a liberação de recursos do PIS/PASEP, entre agosto e setembro.

Já pela ótica das despesas, o crescimento foi puxado pela demanda interna, com as importações (+10,2%) crescendo mais do que as exportações (+6,7%). E, comparando com igual período de 2017, destacaram-se os investimentos (+7,8%) e também os serviços de transportes (+2,9%) e o comércio (+1,6%). A formação bruta de capital fixo também avançou 6,6%, maior taxa trimestral para o período desde 2009 (+11,1%). Mas para o economista da CNC a variação da formação bruta de capital fixo se deve mais às mudanças do programa Repetro do que à ampliação dos investimentos. “As empresas no setor de óleo e gás brasileiras, que detinham ativos no exterior em nome de subsidiárias, puderam nacionalizar esses bens, isso explica o avanço mais forte dos investimentos”, afirma Fabio Bentes.

Fonte: CNC

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